quinta-feira, 20 de novembro de 2008

alucinógeno

Se tratando de opinião
Eu vou fazer você dissimular
Toda essa alucinação
Toda essa arte,
O desejo de tragar
A sorte

Você não sabe o que quer,
Diz "não sei mais quem eu sou"
Tanto fala de drogas
E esquece o sexo e rock'n'roll

Você só quer se divertir
Da picuinha que causa
Você é o problema,
mas ninguém te diz isso
Ninguém te vê triste

Mas você está

Você não sabe o que quer,
Diz querer mudar,
Vive pegando mulher,
Que não serve pra se casar

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

23:40

23:40 - Meu tempo acabou, e já estou 1 minuto atrasado. Meu tempo acabou. Uma voz ecoa no ouvido. Tenho que ir.

178575

18:45 - Eu sempre quis voar. Desde que, aos 7 anos, quando via desenhos na TV, via meus super-heróis preferidos voando, tinha esse desejo de poder, essa vontade de ser raro. Não de ser forte. De ser livre. Mas algo me faz aumentar mais esse desejo. Eu queria voar, te levar pra fora da atmosfera, te levar as estrelas, e a lua. Queria poder sentir teu cheiro nos astros, pegar carona com cometas, e ver se depois de horas no céu, com você, sua aflição diminuiria. Eu queria agora voar, e te sentir comigo. Quase 180 mil minutos com você, e ainda não aprendi a voar. Quem sabe, um dia, te levo em algum lugar, na terra, que simule teus anseios.
Te quero agora, mais para deslocar minhas idéias. Elas não fluxam bem, mas ainda, quando sinto seu cheiro, sinto você por perto.
Quem sabe ficamos mais próximos sem precisar voar.

"Eu vou te levar aonde você quer chegar, eu tenho a chave. Nada impede a vida acontecer. Deixe-se acreditar, nada vai te acontecer. Não tema: Esse é o reino da alegria!"

Esse é o reino da alegria
E nós podemos fazer dele NOSSO.
Não quero te ver sozinha,
Serei eu o rei, e você a rainha.
te amo,

ia esquecendo

00:09 - Lembrar que tenho que dormir, tenho que estudar, tenho que investir, pois se posso pagar, ainda tenho que dividir. (Era algo assim), caso queiram saber, tem uma época da vida poética que fala de dívidas nesse blog. Na época do "dividapaga".

física e história

00:07 - Lembrar da guerra dos emboabas. Lembrar das 18 fórmulas. Pronto.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

confusão

Te escrevo. E no final,
assino com meu nome
Faço confusão
Teu nome nunca some

Dispersão, solidão
nada mais tão banal
Se tenho a ti por perto
Que tudo seja formal

Menos eu e você.
seremos coloquiais
Com gírias pra você saber
Que o amor que sinto por ti
É fácil de se entender

A confusão foi causada
Apenas pra distrair
Já quase não tinha assunto
Mas o teu nome,
assinado por mim
Me lembra que de ti
eu quero ficar junto

só pra constar?

21:09 - Nada fez sentido no título anterior. Nada, antes de eu explicar: O 9 anos, coloquei, porque a música, que vai ser mais uma marchinha de carnaval, da época de Dodô&Osmar, está um tanto sincera. Coisas sem metáforas, sem preucupação com métrica, forma estrutural, tema, e palavras complexas me lembram as primeiras composições, composições simples, clichês, mas varia de compositor pra compositor. Pois se todas fossem iguais, a musa seria diferente.

9 anos - com você -

Olha só, amor
O que eu trouxe pra você
Um cartão e uma flor
Pra você não se esquecer

Chega pra cá e me dá um abraço
O que tu quiser que eu faça, eu faço
Só quero que diga que meu sonho com você
vai se realizar

Deixa eu te dizer como você é linda
Não fique em silêncio, meu bem, ainda
É cedo para nos calar, vai ver
Deixe a lua no céu aparecer

No cartão te escrevo algumas palavras,
Das que você tanto cansou de ouvir
A flor que eu colhi, colhi na estrada
E só quero de volta quando for partir

Partir com você
pra nunca mais.


respeitável público

Sendo a vida um circo,
os bichos sendo os palhaços
Na noite de espetáculo
A lona cai em meus braços

Na espera da bailarina,
Os bichos se mostram espertos
Treinados por outros mais bichos
Tão limpos e tão mais certos

Um homem anuncia o fim,
E acaba com a esperança
Tem bicho que tá no acento
E bicho fazendo lambança

Os palhaços sendo a essência,
No mundo se têm outros iguais
Meu circo é tão sem veemência
A lona não aguenta mais.

domingo, 16 de novembro de 2008

pós-próspero

20:18 - Estudo literatura com você. Não em corpo presente, mas faço as rimas parnasianas pensando já em ti, e me preucupo com métrica, me preucupo com rima, não com o tema, posto que o tema é você.