quinta-feira, 20 de março de 2008

soneto II

Euforia - Na hora em que chega a calmaria
Do calor do meio-dia, com a mente vazia,
Cheia de rimas frias. E que pra quem não ria
Nada mais é do que sinônimo de alegria.

Sorriso - Depende muito de quem o faz.
Geralmente associo ao seu, coração.
Que é quem a minha calma traz
E me transporta do ar para o chão.

Palavras - Geralmente são dadas assim,
Para quem não sabe usá-las, caracterizá-las
E associá-las como uma idéia de amor sem fim.

Fim - além da mais pura definição do bom e ruim
há todo o efeito de receio de fazê-lo,
e caracterizo-o como o antônimo do meu amor por ti, enfim.




sábado, 15 de março de 2008

Não sou bom artista

Eu tentei fazer
algo não tão sentimental assim,
ou até mais diferente,
Com palavras complexas no fim.

Tentei fazer algo mais culto,
com metáforas escondendo você,
pra ninguém mais te achar
e só eu poder te ver.

Sendo assim, estou sendo egoísta,
Mas não ligo, e se falho, não reclamo
Não quero que pensem assim.

Meu bem, eu não sou bom artista.
Eu não sei formar palavras. Só digo que te amo
E te quero junto a mim.

(prato feito)










segunda-feira, 3 de março de 2008

sujeito a mudança

Vivendo na pourra-louquice
Dos que sambam no feriado
Ela cansou da mesmice
De se amargurar do passado

Tem o dom de fazer o conflito
E o de parar, assim que mandado
Deixa seus amores aflitos
E loucos por ela; calados

Tem o sorriso da noite infinita
Mas sua índole é de manhã
Não há palavra que já não lhe foi dita
Toda forma de entendê-la é vã

Carrega a beleza em seu nome
Para os que nunca a viram achar
Que ela não precisa de homem
E tão cedo vai se apaixonar

Por ironia do destino
A recíproca não carrega a verdade
Ela transforma os meninos
Em máquinas de amá-la a vontade.

(para um ou mais conflitos)*

*sujeito a mudanças

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

nem só aos prantos vivem os loucos

De tanto ficar rouco
gritando feito um louco
aos prantos em sufoco
você pode me salvar

Não sinto sua chegada
é quase uma jornada
pra você sair de mim
É quando o efeito chega ao fim

Tudo em volta vira breu
O que é pouco vira nada
O que eu faço pra ser teu?
Minha querida, minha amada.

Volte quando puder
Não darei mais uma cantada
Você sabe o que quer
minha bebida, minha amada.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Aves

Deixa o bem-te-vi te ver
Que hoje eu quero é durmi
Será que o sabiá vai saber
Que eu não vou mais sair?

Assim que ele te guiar
Eu não mais me preucuparei
O bem-te-vi é meu amigo, eu sei
Eu estou durmindo, mas o olho dele tá aberto
Cantando fazendo o certo
Pra você não se machucar
Pois se sim, a culpa é minha
Infinito então será o meu penar
Por te deixado, meu bem
Nunca mais irei acordar.

As notícias correm rápido
Entre as aves lá de fora
E não são só os pássaro livres
São também os da gaiola
Que me contam o que tu fazes
Pra eu não esquentar minha cachola.

Agora o bem-te-vi está calado
Ele até queria cantar,
Mas como prometido
Ele tem que te olhar
Mesmo ficando entrestecido
Por não poder cantar,
pra alarme nenhum ligar
Cumpre o que tinha me dito

Nada de errado você fez
Canta ele: "quem sabe outra vez
Sua menina é um anjo
Então vou ver se arranjo
Garota com maior malvadez
pra cuidar"

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Preto e branco em cores quentes

É como meio-dia em um verão,
Que de frente ao ventilador, tomando banho
Você sente o suor cair até o chão
E sabe que não é a água do chuveiro
Pois suor não é tão frio quanto a água
E se for, você deve estar preucupado com algo
E porque você estaria no banheiro?

E agora já é noite. Ainda verão,
E você não entende porque nessa estação
Com ventos e chuvas repentes
O calor te deixa patente
De todo o seu desejo de descançar
Pois teves um dia difícil, sei
Sempre estás a reclamar
E porque não procuras amar?

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Auto-crítica invisível jamais será tardia

Tão piégas, tão demodê
Não parece que não quer vê
Nem parece que quer sofrer
E nem sofre, mas quer saber
Como faz pra um dia sofrer
E quem sabe reconhecer
Que o dia irá amanhecer.

Sonolento.
Deixou pra dormir em cima da hora
E agora briga com o tempo
Pra saber se chega atrasado
Ou se fica um ser desatento.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

40º

Ela
É tão noite que chega a ser vento.
É meu ócio e chega a ser fome
Que sempre aumenta com o tempo
Que me faz desmaiar porque não some.

Ou porque aparece.

Pois se é fome, cresce com o tempo
E o quanto mais demora para aparecer
Mais penso em vê-la lá fora e tento
Achá-la mas nunca consigo ver.

Até consigo.
Mas não acredito.
Então Penso comigo.
Devia ter dito
Perto do seu ouvido.
Mas com o ruído
Da dor do castigo
O vento frio,
daqueles nunca que nunca tivera tido
Me fizera passar fome
Me fizera virar homem

Menti.
Ou me enganei.

Pois se ela é noite,
Que não existe sem vento,
Ela depende do vento,
E do tempo pra virar noite.

E a noite me transforma em homem
Mas quando a vejo, ela me deixa menino
E agora não mais nem dizer meu nome
Quem sabe eu espero o soar do sino
Pra saber se com ela eu sou menino
Ou se com ela ou sou caba homem.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

lista de presença.

O dia passa. Quase chorando.
Quase achando graça da agonia
Da espera de estar voando,
Ou somente deitado. Esperando o dia.

O dia não mais passa.
O que é bom, pelo menos para mim.
Agora, posso ver a cor da cachaça
Que veio depois de um "sim".

As flores agora se mexem, me entrertem.
Penso nelas com calma e percebo
Que quando os raios solares nelas refletem,
Me lembro de ti, e por isso que bebo.

(Por isso)

sábado, 22 de setembro de 2007

luz depois de tanto tempo

Não mais desvio das pessoas que passam na minha frente
Me viro e remexo nas madrugadas,
Que bela imagem de sonho coloco na minha mente
Tampo os ouvidos para não escutar as estrelas caladas

Quando o sol chega, eu converso com ele
O dia passa rápido. Rápido como quem rouba
E novamente a noite. E novamente me viro.
E novamente me atiro no mar e minha mente se afoga.

Insônia